- Após um longo trabalho conjunto entre a Ordem dos Enfermeiros e o Ministério da Saúde, foi possível estabelecer compromissos que conduzem a um Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP) assente em novas formas de certificação de competências, criador de dinâmicas de mais e maior responsabilização dos enfermeiros na prestação de cuidados e das organizações de saúde. Pretende-se, pois, reforçar as condições de reforço da regulação profissional. Esta perspectiva implica a alteração do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, com que a Ministra da Saúde concordou e se comprometeu. Contudo, desde Dezembro que processo se encontra parado na etapa legislativa da responsabilidade do Governo.- A negociação da revisão da Carreira de Enfermagem entre os Sindicatos e o Ministério da Saúde está bloqueada pelos sucessivos adiamentos das negociações por parte do Ministério, não apresentando o mesmo as respectivas propostas com que se comprometeu em 29 de Dezembro.
- A negociação da revisão da Carreira de Enfermagem entre os Sindicatos e o Ministério da Saúde está bloqueada pelos sucessivos adiamentos das negociações por parte do Ministério, não apresentando o mesmo as respectivas propostas com que se comprometeu em 29 de Dezembro.
-O rácio de enfermeiros por 1000 habitantes e tendo em conta o número de inscritos na OE no final de 2008, o valor é de 5,6. Acontece que o valor médio dos países da OCDE para este mesmo rácio é de 9,71. E portanto, só para atingir a média da OCDE, Portugal deveria ter mais cerca de 40 mil enfermeiros... A título meramente exemplificativo, o Luxemburgo tem um rácio de 16 de enfermeiros por mil habitantes.
- Questões como a existência de diversos diplomas para regular a carreira - tendo em conta as várias hipóteses de vínculos laborais; a proposta de duas categorias profissionais para a área da prestação de cuidados – Enfermeiro e Enfermeiro Sénior, em que o acesso a esta última é feito através de concurso; a total arbitrariedade e discricionariedade no acesso e exercício de funções na área da gestão que o Ministério pretende atribuir aos Conselhos de Administração; e a «descategorização» associada à não garantia da manutenção do exercício de funções dos actuais Enfermeiros Chefes e Enfermeiros Supervisores estão a ser fortemente contestados por todos os Sindicatos e pela totalidade dos colegas.
Porque os enfermeiros têm presente as implicações para os cuidados a que os cidadãos têm direito, continuarão a pugnar para que haja mais e melhores condições para o desenvolvimento das suas competências profissionais e os seus direitos como trabalhadores.
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/contents/uploaded/File/sededestaques/FEV2009/Texto_Conf_Imprensa_VFinal.pdf
Mesmo aqueles que nada têm haver com enfermeiros e enfermagem, compreendam a nossa luta e não se lembrem de nós só quando precisam.
10 comentários:
Nos dias de hoje com o aperto que estão a fzaer nas carreiras, concordo convosco.
A luta é vossa, mas todos os utentes precisam de vós, logo têm de estar a apoiar-vos.
Um beijinho
Nos dias de hoje com o aperto que estão a fzaer nas carreiras, concordo convosco.
A luta é vossa, mas todos os utentes precisam de vós, logo têm de estar a apoiar-vos.
Um beijinho
és muito contestatário.
Estamos convosco! ;)
estamos aqui companheiro!!!
solidários com todos vcs!!
forte abç,
:)
Olá mano eu não percebo muito disso mas estou contigo.
Fica Com Deus.
Abraço.
Olá,
http://tonymadureira.blogspot.com/
http://tonymadureira.blogspot.com/2008/05/tributo-aos-enfermeirosas-nurses.html
Abraço
Olá,
Obrigado por passar no blogue.
Eu não enfermeiro, eu tenho grande admiração pelos enfermeiros.
Criei este blogue assim que foi diagnosticado LES à Claudia.
Abraço
E então a resposta do MS? Parece um atestado de estupidez, "tem em conta as actuais remunerações praticadas", traduzido: não prevê qualquer revisão e actualização salarial;
"prevê um horizonte temporal relevante", traduzido: daqui a 15 anos, começamos a ganhar o mesmo que os outros TS em inicio de carreira, quantas mais posições remuneratórias, mais anos para saltar de posição em posição (absurdo, ridiculo, 3ºmundista, o desprestigio total da classe);
"o próprio MS manifestou aos sindicatos a possibilidade de ser criada uma tabela fechada para as categorias actuais de chefe e de supervisor, por forma a evitar a descategorização, mas sem prejuízo de opção pela nova carreira a requerimento do interessado",traduzido: os miseros cerca de 300 Enfermeiros que já ganhavam razoavelmente, continuam iguais, os outros que prestam cuidados continuam na penúria;
"todavia, defende o MS que a comissão de serviço prevista para o exercício de cargos de gestão inerentes à profissão, que não constitui cargo dirigente", traduzido: um Enfermeiro dirigente nunca, é a única classe licenciada do País da qual nunca poderá sair um dirigente da Administração Pública, porque é que não estou admirado?
A minha proposta? Simples, integração na carreira TS geral, em paridade, sem o "especial", que de especial o que tem realmente é o vencimento que é a única exepção pelos seu baixo valor de entrada, mais uma vez uma Tabela "especial" só para os Enfermeiros,a única exepção em todo o universo das carreiras TS.
Bom resta-nos tirar outras Licenciaturas e abandonar a Enfermagem, para ser iguais aos outros...
E então a resposta do MS? Parece um atestado de estupidez, "tem em conta as actuais remunerações praticadas", traduzido: não prevê qualquer revisão e actualização salarial;
"prevê um horizonte temporal relevante", traduzido: daqui a 15 anos, começamos a ganhar o mesmo que os outros TS em inicio de carreira, quantas mais posições remuneratórias, mais anos para saltar de posição em posição (absurdo, ridiculo, 3ºmundista, o desprestigio total da classe);
"o próprio MS manifestou aos sindicatos a possibilidade de ser criada uma tabela fechada para as categorias actuais de chefe e de supervisor, por forma a evitar a descategorização, mas sem prejuízo de opção pela nova carreira a requerimento do interessado",traduzido: os miseros cerca de 300 Enfermeiros que já ganhavam razoavelmente, continuam iguais, os outros que prestam cuidados continuam na penúria;
"todavia, defende o MS que a comissão de serviço prevista para o exercício de cargos de gestão inerentes à profissão, que não constitui cargo dirigente", traduzido: um Enfermeiro dirigente nunca, é a única classe licenciada do País da qual nunca poderá sair um dirigente da Administração Pública, porque é que não estou admirado?
A minha proposta? Simples, integração na carreira TS geral, em paridade, sem o "especial", que de especial o que tem realmente é o vencimento que é a única exepção pelos seu baixo valor de entrada, mais uma vez uma Tabela "especial" só para os Enfermeiros,a única exepção em todo o universo das carreiras TS.
Bom resta-nos tirar outras Licenciaturas e abandonar a Enfermagem, para ser iguais aos outros...
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