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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

1 ano



Já passou um ano desde que saí da cidade do Porto e a cada dia que passa lembro-me mais dos momentos que tenho a certeza que não serão repetidos mas que ficam para sempre comigo e connosco.

Conseguia reduzir esses momento a nomes mas não vale a pena..porque sabem perfeitamente quem são... Vocês serão sempre os maiores !

Qualquer dia Eestou ai :P

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Serviço de medicina interna




Após algumas pessoas perguntarem o que é um serviço de medicina interna…vou tentar explicar…
Ora bem antes de tudo…é uma especialidade tal como cardiologia, ortopedia, urologia ou neurologia.

O internamento num serviço de medicina é caracterizado pela diversidade de patologias e também pela imprevisibilidade, visto ser um serviço passível de receber um doente com quase qualquer um diagnóstico (apenas não recebemos crianças e doentes de cirurgia ). É o serviço mais abrangente e consequentemente é recorrente os médicos do serviço pedirem auxilio aos médicos da especialidades.
Recebemos doentes agudos (fase inicial e progressiva das patologias ) e são tratados com o intuito da sua melhoria com vista à alta clínica.

A tendência é que a medicina interna englobe a grande maioria das patologias do foro médico, deixando para as especialidades a execução de técnicas de diagnóstico e terapêutica de tecnologia mais elaborada e o tratamento das patologias mais raras que exijam concentração de experiência.

Um dos maiores “problemas” do serviço de medicina interna é o “depósitos de crónicos e idosos” que idealmente seriam reencaminhados a quando da sua melhoria e recuperação para a sua residência ou então em último caso para um centro de cuidados continuados ou lar de idosos.

A nível patológicos o serviço de medicina onde trabalho tem uma grande predominância de doentes que sofreram acidentes vasculares cerebrais ( AVC ), pneumonia, infecções respiratórias, urinárias e insuficiências cardíacas, respiratórias e renais. Outros casos também frequentes são intoxicações medicamentosas.

Quanto à relação entre serviço de medicina e taxa de mortalidade, tendo em conta que a idade dos doentes é por norma acima de 70 anos e a especificidade das doenças recorrentes no serviço o falecimento de doentes internados ocorre por vezes, contudo tem uma percentagem relativamente baixa.

Espero que agora esteja mais claro o que é um serviço de medicina interna :)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A morte e os familiares





Distante das frases feitas “é o que temos de mais certo” e “chega a todos” a morte continua e continuará a ser um dos temas mais sensíveis para quem lida de perto com ela.

Este post é para quem desconhece a realidade da saúde e dos profissionais da área no momento em que têm de comunicar aos familiares que a ligação física com alguém que amavam(?) acaba ali naquele instante mas que no entanto é já um acontecimento esperado e previsível.

Temos quatro tipos de familiares. Primeiro aqueles que quem o doente internado é um fardo pesado demais e para quem a morte é quase A solução. Para estes o acto de transmitir a notícia da morte é frio, sem emoções envolvidas e esperamos do outro lado uma reacção de alívio e de quase satisfação.

O segundo tipo de familiares serão os conscientes e realistas. Sabendo que o familiar internado está num estado delicado e que é uma situação irreversível, no momento em que são confrontados com a notícia têm a normal reacção de dor e tristeza associado a quem perde fisicamente alguém que para eles é muito importante. No entanto devido ao acompanhamento que deram ao familiar doente reconhecem a complexidade da situação e a “normalidade” do desfecho.

O terceiro tipo de familiares que por diversos motivos não conseguem aceitar a situação de vulnerabilidade do familiar internado e consequentemente a experiência de lidar com a morte de alguém próximo é traumático e eternamente doloroso. Quando são confrontados com a morte do doente internado, há uma reacção de choro convulsivo, de rejeição, negação e de quase raiva sobre o transmissor da informação.

O quarto tipo de familiares são os indiferentes. Não havendo o cuidado de seguir a evolução da situação de doença, a morte do ente é apenas o finalizar de um processo que passa quase vazio no quotidiano. Felizmente será o mais raro mas quem lida de perto com estes processos de luto e de morte reconhecerá a presença de este tipo de atitude.

Todos nós já passámos por um processo de luto e de perda de alguém significativo e certamente não será difícil conseguirmos identificar que tipo de familiares somos.

Contudo será importante referenciar que ao longo da nossa vida podemos saltar de grupo para grupo derivado da nossa experiência e situações vividas, do familiar envolvido no processo de morte e das situações que estiveram relacionadas com toda a experiência de doença e morte .

P.s Este texto não é nem pretende ser uma crítica a ninguém.

P.s2 A reacção do familiar é directamente relacionada com o profissional que transmite a informação. O tipo de profissional e a sua capacidade de passar a mensagem de um modo menos doloroso será também alvo de um post aqui :)

domingo, 6 de setembro de 2009

O problema de Portugal


Mais de que ter um suposto engenheiro como primeiro ministro, mal vai um país quando a líder da oposição é um grande nada, uma gigante corrente de ar com cabelo.

Tenho assistido aos debates que têm ocupado o horário nobre das televisões e assusta-me ver que nos "mais sérios candidatos" a venceram as eleições vejo uma falsidade e umas promessas mais ocas e pouco concretas.

Já agora... para os restantes debates...e para vocês... Manuela Ferreira Leite, Socrates, Portas, Louçã e Jerónimo façam o favorzinho de discutirem ideias e não perderem tempo a dizer que um é atrasado e o outro é mentiroso porque isso pouco interessa.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Musica portuguesa de qualidade..é isto!